“Dia da Libertação” de Trump impõe tarifas recíprocas: Brasil enfrenta taxa de 10%

O presidente confirmou ainda uma taxa de 25% sobre todos os veículos importados

Em um movimento que promete reconfigurar o cenário do comércio global, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) um conjunto de tarifas de importação recíprocas, batizado de “Dia da Libertação”. A medida, que já começou a valer nesta quinta-feira (3), visa, segundo o republicano, “corrigir injustiças” nas relações comerciais e fortalecer a indústria americana.

O Brasil, um dos principais parceiros comerciais dos EUA, foi incluído na lista de países afetados, com a imposição de uma tarifa de 10% sobre seus produtos. A medida gerou preocupação no mercado financeiro brasileiro e levanta questionamentos sobre o impacto nas exportações do país.

Além do Brasil, outros países também serão impactados pelas tarifas recíprocas de Trump. A União Europeia enfrentará uma taxa de 20%, enquanto a China será taxada em 34%. O Vietnã, por sua vez, será o país mais penalizado, com uma tarifa de 46%.

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O setor automotivo também será duramente atingido, com a imposição de uma tarifa de 25% sobre “todos os carros produzidos fora do país”. A medida, que já havia sido anunciada anteriormente, visa estimular a produção doméstica de automóveis nos EUA.

Reações do mercado

O anúncio de Trump gerou forte reação no mercado financeiro global. Na Ásia, o índice japonês Nikkei atingiu seu nível mais baixo desde setembro. O ouro, considerado um ativo seguro, manteve-se próximo de máximas recordes. As ações europeias e os futuros dos índices americanos S&P e Nasdaq também registraram queda.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, o governo Lula está considerando a possibilidade de articular uma resposta coordenada com outros países ou blocos econômicos em face do recente aumento das tarifas de importação anunciado por Donald Trump. A análise da equipe governamental indica que uma reação imediata não é necessária, priorizando um estudo detalhado dos possíveis impactos e a avaliação da aplicação de medidas de reciprocidade. A estratégia adotada pelo Brasil foca em manter um tom moderado, buscando o diálogo contínuo e discreto com os Estados Unidos.

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