SindiTabaco lança programa que repagina quatro décadas de ações voltadas à valorização de alternativas de renda sustentáveis na agricultura familiar. Diversificação já representa 43,7% da renda dos produtores de tabaco
O SindiTabaco, em colaboração com suas empresas associadas, lançou o Programa Tabaco é Agro durante a Expoagro Afubra, em Rio Pardo (RS). A iniciativa visa promover a diversificação das propriedades rurais, complementando ações já em curso desde 1985. O objetivo é otimizar o uso dos recursos e aumentar a renda dos produtores, indo além da cultura do tabaco.
Diversificação aumenta a renda dos produtores de tabaco
Dados da Afubra da safra 2023/2024 revelam que, embora o tabaco ocupe 20,5% da área média das propriedades, ele é responsável por 56,3% da receita dos produtores, totalizando R$ 11,78 bilhões. A diversificação, com destaque para milho, soja, batata doce, hortifrutigranjeiros e criação de animais, gerou R$ 9,15 bilhões, demonstrando o potencial de crescimento da renda através de outras culturas e atividades.
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Na avaliação do presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, os números demonstram a importância do tabaco para a agricultura familiar. “O tabaco é, em muitos municípios, o alicerce da agricultura familiar, uma vez que utiliza uma pequena área com um retorno superior ao de outras culturas. Além disso, por conta da sazonalidade, permite ao produtor optar uma segunda safra, inclusive na mesma área em que produz tabaco, fortalecendo o crescimento econômico sustentável, trazendo segurança alimentar e diversidade de renda para sua família”, destaca Thesing.
Assim como acontecia com o Programa Milho, Feijão e Pastagens após a Colheita do Tabaco, o programa será conduzido pelo SindiTabaco com apoio de entidades governamentais e representativas dos produtores, bem como dos governos dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No campo, os produtores vão receber orientações sobre as vantagens da diversificação.
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“Além da oportunidade de uma segunda fonte de renda, quando o produtor investe na diversificação ele também reduz a proliferação de pragas, doenças e ervas daninhas na propriedade, garantindo um solo saudável para a próxima safra. No caso da criação de animais, o cultivo de grãos reduz custos para o produtor, seja pelo aproveitamento residual dos fertilizantes, seja pelo aproveitamento para o trato animal”, comenta a assessora técnica do SindiTabaco, Fernanda Viana.
40 anos incentivando a diversificação
1985 – Lançamento do programa Milho e Feijão para incentivar o cultivo de grãos após a colheita do tabaco.
2014 – SindiTabaco assume o programa, ampliando sua atuação para todo o setor no Sul do Brasil.
2017 – Inclusão de forrageiras para pastagem, alterando para Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do Tabaco.
2025 – O programa passa se chamar Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades, em reconhecimento aos produtores de tabaco diversificados.