Distrito FederalContas do governo de Ibaneis Rocha de 2022 são aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas

Contas do governo de Ibaneis Rocha de 2022 são aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) aprovou, com ressalvas, as contas do governador Ibaneis Rocha referentes ao ano de 2022. A decisão foi tomada por unanimidade, nos termos do voto do relator, o conselheiro Renato Rainha. O ano marcou o fim do primeiro mandato de Ibaneis, além de ter sido um ano de eleição e com o fim da crise sanitária da Covid-19.

✔️ Clique aqui para seguir o novo canal do Portal 84 no WhatsApp

O TCDF apontou 15 ressalvas, entre as quais o aumento dos gastos do governo sem nenhum contrato. Em 2022, os gastos com serviços e fornecedores sem contrato válido deram um salto e alcançaram os R$ 304,9 milhões.

Dentro destes gastos sem contratos, a Secretarias de Saúde e de Educação foram as pastas que apresentaram as maiores despesas deste tipo, principalmente em serviços de limpeza e vigilância.

“A ausência de cobertura contratual gera severo prejuízo à atuação governamental, à fiscalização a cargo do controle externo e, em última análise, à população do Distrito Federal”, aponta o relator da decisão, o conselheiro Renato Rainha.

Você também pode se interessar:

Além da realização de despesas sem cobertura contratual, o TCDF também apontou outras ressalvas, como:

  • Baixa execução do orçamento alocado aos fundos especiais;
  • Superestimativa nas receitas e despesas de capital;
  • Deficiência na apuração e no alcance de metas e indicadores de desempenho dos programas governamentais;
  • Inconsistência nos valores da dívida de precatórios judiciais do Distrito Federal;
  • Incompatibilidade entre a arrecadação da dívida ativa e o estoque da dívida contabilizado;
  • Ausência de metodologia para avaliar se tem sido bom para a população do DF a não entrada de R$ 6,6 bilhões em tributos nos cofres públicos distritais por conta dos incentivos e benefícios fiscais concedidos pelo GDF.

Em relação aos recursos que não foram gastos de fundos especiais, o TCDF aponta que dos 35 fundos que receberam definição de gastos mínimos ao longo de 2022, 20 apresentaram baixa execução, não chegando nem à metade do valor.

Além disso, cinco fundos não tiveram nenhuma execução:

  • Fundo dos Direitos do Idoso do DF (FDI);
  • Fundo da Universidade do DF (FundDF);
  • Fundo de Desenvolvimento do DF (Fundefe);
  • Fundo de Habitação de Interesse Social do DF (Fundhis);
  • Fundo de Apoio à Pesquisa do DF (Fundap).

No relatório, os conselheiros do TCDF determinaram que o GDF tome as medidas necessárias para solucionar as ressalvas apontadas.

Agora, o documento segue para a Câmara Legislativa do DF (CLDF) , responsável pelo julgamento definitivo das contas.

O que diz o Palácio do Buriti?

“A aprovação das contas de 2022, por unanimidade dos conselheiros do TCDF, demonstra que o GDF está no caminho certo. Apesar de haver ressalvas a enfrentar, a própria corte apontou hoje (23) que ao longo dos últimos cinco anos, o governo evoluiu nos processos administrativos, execução orçamentária e prestação de contas”.

Últimas